terça-feira, 30 de abril de 2013

Namoro Cristão: Nós brigamos muito!



Recentemente recebi um e-mail que contava a história de um namoro conturbado. Rolava muitas brigas e sempre os dois acabavam se machucando emocionalmente. Não há perdão e ambos vão carregando aquele peso no coração durante o namoro.

Isso é como uma bomba relógio…….


Brigas de namorados muitas vezes começam por absolutamente nada, com razões mais absurdas ou sem sentido algum, mas o campeão das causas é o orgulho!
É muito importante conhecer seu cônjuge, mas não é o suficiente! É preciso saber as diferenças entre a maneira com que o sexo masculino e feminino enxergam o mundo. Por isso mesmo q aqui no NMM vc tem post voltado a essas diferenças para vc conhecer melhor como o sexo oposto pensa e analisa tudo.

Contudo, isso ainda não é o bastante! Se o namoro não tiver firme seu propósito em adorar a Deus, ele será um fiasco ou um mero namorico sem graça.
Tenho descoberto a felicidade ao lado da minha doce flor, a Fran. A medida q nossas decisões e atitudes são tomadas pensando em adorar a JESUS, mais felizes como casal somos.

Alguém tem dúvida se Davi foi mesmo um adorador? Alguém tem dúvida q a intimidade q ele tinha com DEUS através dessa vida de adoração fazia dele um cara feliz?
Podemos ver q as decisões tomadas q não adoraram a DEUS, não o deixaram feliz nem por 1 segundo. (salmo 51)


Sempre falo q o máximo q posso proporcionar pra Fran é a “alegria“. Através de surpresas, palavras, honra, etc, posso fazer a Fran (no máximo) “alegre“. O único q pode fazer a Fran completa e “feliz” é DEUS! Para isso, meu namoro precisa, antes , fazer DEUS feliz para depois recebermos SUA felicidade! É assim q alcançamos a felicidade como casal! Adoramos a ELE (o fazemos feliz) e depois ele derrama de sua felicidade sobre nós! Por isso, meu trabalho é levá-la pra mais perto de DEUS e vice versa.


Triângulo de DEUS

Não descobrimos isso de uma hora pra outra. Tivemos q ralar e buscar intimidade com Deus pra entender.
Muitos podem pensar: – “O Fê e a Fran nunca devem ter brigado!” – Se tudo fosse fácil assim, seria ótimo! Sim, nós brigamos. E no inicio do relacionamento, brigavamos por bobeiras. E a distância complicava ainda mais a situação.
Nada mais natural! Afinal são duas pessoas diferentes, q gostam de coisas diferentes, q tiveram criações diferentes, q muitas vezes pensam de maneira diferentes! Ou seja, tudo diferente!

Casais sempre acabam brigando simplesmente por não pensarem de maneira igual. Então o q fazer?
Ambas tem q ter um mesmo propósito de vida!

E é ai q entra aquilo q elas tem q ter em comum: o desejo de adorar a DEUS!
Você pode discordar de várias coisas de sua namorada e ela de vc, mas o propósio de vida de vcs deve ser igual: Adorar a DEUS!

Muitas brigas também são causadas pq uma das pessoas não adora a DEUS com sua vida….. como assim?
Através da palavra de DEUS, nós aprendemos a ser mansos, humildes, pacificos, cheios de misericórdia e graça. É ela q irá transformar nossas vidas de maneira com q nos pareçamos cada vez mais com JESUS. Isso é adoração! Obedecer o q a palavra de DEUS nos ensina. Se um dos dois não buscar esta adoração, ele(a) não será tratado em seu temperamento agressivo (por exemplo), o que lhe causará continuas brigas.

Quem leu meu testemunho sabe um pouco da dificuldade q passei no passado. Fui rejeitado por meus pais. Até escrevi alguns posts sobre rejeição (leia aqui).
Devido a isso, eu facilmente me sentia rejeitado por alguém, no caso, pela Fran. Algumas coisas q ela fazia sem a menor intenção, eu acabava interpretando como se ela estivesse me rejeitando e então eu ficava bravo. Isso gerava algumas brigas pq a Fran não entendia (não me conhecia) o pq eu agia daquele jeito.

A medida q fui me relacionando e buscando a DEUS e sua palavra (adoração), eu fui sendo curado. PAPAI tem usado a própria Fran nesse processo. O amor q a Fran tem por mim tem me curado! Então as brigas diminuiram.
A Fran tb tinha seus machucados emocionais e quando eu sem querer batia neles, acontecia uma briga.

Há coisas ainda a serem tratadas em mim e na Fran, mas hoje nós enxergamos isso e procuramos em vez de brigar, ajudar um ao outro. Afinal, estamos juntos no propósito de adorar a DEUS com nossas vidas!

Outra coisa, por exemplo, q acontece:
Eu sou outro com fome. Fico mais emburrado e sem paciência. Com fome e sono é pior ainda! E num combo de fome + sono + dor de cabeça = 4 cavaleiros do apocalipse!!!!!!!! A Fran sabe disso agora, mas qndo não sabia, acabavamos brigando…. Ela também me exorta a ter dominio próprio. Estou aprendendo aos poucos.
Minha lider já me conhece tb e qndo chego tarde na casa dela, ela já fala: “Fê, vai comer!” – Hahahaha!

Faz muito tempo q não brigamos (graças a DEUS!) pq temos entendido q as brigas são sempre devido a deficiência (fraqueza) de um de nós.
Sabendo q nosso aperfeiçoamento (caráter) glorifica a DEUS e a função é levar um ao outro mais perto de DEUS, nós agora discutimos em vez de brigar.

Discutir não tem nada a ver com briga. Discussão é um meio onde expomos nossas idéias e procuramos nos afiar para, juntos, chegar mais perto de DEUS. Ou seja, ela me corrije e eu a corrijo.
Para q isso aconteça de forma saudável sem ninguém sair machucado, nós temos em mente q o q estamos fazendo é aperfeiçoar um ao outro por amor a JESUS.



Já houve momentos em q peguei a bíblia, coloquei na frente da Fran e disse: “Leia este versículo….” – Depois eu a corrigia em amor, sabendo q qnto mais aperfeiçoada ela estiver, melhor sua adoração será. E também, ela estará mais apta para me corrigir futuramente.

Todas as vezes q um casal briga, ficam machucados emocionalmente. Por isso, quando brigava com a Fran, depois q a poeira abaixava, eu pedia perdão a ela e ela a mim e ao final nós oravamos para q JESUS nos curasse de algum possível ferimento q causamos um no outro.
Se vc brigou com seu namorado(a) e ficou um machucado(a), vcs precisam orar para q as feridas sejam saradas! Senão isso vai ser como uma bomba relógio pronta pra explodir na próxima mancada.

Hebreus 12:14 e 15

Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor;
Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem.

Faz alguns meses em q sempre q falava com a Fran ao telefone, acabavamos nos espetando. Não chegavamos a brigar, mas ficavamos nos alfinetando verbalmente. Nos exaltavamos e queriamos mostrar quem estava com a razão. Fazendo isso, nos esfaqueavamos em vez de nos amar. Foi então q em uma ligação dessas, no meio daquela luta eu parei por alguns segundos e falei:

- Fran…. para…. para tudo!!!! Já sei pq estamos nos alfinetando tanto…..
- Pq???? – ela perguntou
- Há quanto tempo q não fazemos um estudo juntos? Há quanto tempo q não oramos???? Nossos olhos se afastaram de DEUS! Estamos perdendo nosso tempo!

Depois daquele “click”, começamos a orar juntos e compartilhar da palavra.



Um casal não pode lutar para mostrar quem está com a razão! Isso é o q o orgulho quer fazer! É como um pequeno diabinho gritando em seu ouvido: “Vc está certo(a)! Mostre a ela(e) como é! Dê uma lição de moral!!!”
O q o casal vai ganhar com isso??? Vcs não estão num mesmo propósito? Então pq se degladiar verbalmente???

Se vc briga muito em seu namoro, pare de olhar pra vc e olhe pra JESUS q foi cuspido, xingado, espancado mas, ainda assim escolheu amar!
É melhor perder pra poder ganhar! Mesmo q vc esteja com a razão, escolha amar!

Acredito q o propósito em DEUS e o amor é quem irá fazer suas brigas diminuirem consideravelmente!

1 Coríntios 13:4-7

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

Se o seu relacionamento se resumir em vcs dois (caricias, amassos, etc) vc está vivendo um namorico! Voltem seus olhos a JESUS e faça com q seu namoro adore a DEUS e sirva de exemplo aos demais!

Viva um namoro feliz não somente alegre! Viva um namoro na presença de DEUS! O namoro não é pra te fazer feliz, é pra fazer DEUS feliz!
Garanto q vcs NUNCA irão se arrepender em trocar seus momentos de caricias por momentos na presença de DEUS!

Q o SENHOR transforme o seu namoro poderosamente!

No amor de JESUS,
Fernando Ortega (Fer)

sexta-feira, 26 de abril de 2013

10 Motivo Para Orar pela Minha Esposa


Nossa fome por Deus não deve se limitar aos nossos armários. Quanto mais o conhecemos e mais nos deleitamos em tudo o que ele é para nós em Jesus, mais nossa alegria nele ultrapassa nossa experiência pessoal e busca reproduzir isso em outros. Uma das maneiras mais simples em que percebemos isso é quando levamos a oração a sério – buscando e pedindo as mesmas coisas que buscamos pedir para nós mesmos.

É uma coisa linda – um milagre – quando investimos na santificação do outro tanto quanto investimos na nossa. E, é claro, o melhor lugar para começar são nossas esposas.
Então, homens, aqui estão dez motivos de oração pelas suas esposas:

Deus, seja o Deus dela – o tesouro que a satisfaz completamente e o seu tudo. Faça-a desejar pela Tua supremacia exclusiva em todas as suas afeições (Salmos 73:24-25).

Aumenta a sua fé – dê a ela uma confiança tão sólida como uma rocha de que o Teu incomparável poder é somente e sempre exercido para o bem absoluto dela em Cristo (Romanos 8: 28 – 30).

Intensifica a sua alegria – uma alegria em Ti que abandone tudo pelas riquezas da tua graça em Jesus e que diz firmemente, claramente e alegremente: “Eu irei para qualquer lugar e farei qualquer coisa se Tu estiveres lá” (Êxodo 33: 14-15).

Suaviza o coração dela – resgata-a do cinismo e a faz sensível a tua presença nos mais complicados detalhes de fraldas sujas e na multidão de outras necessidades que Tu a chamaste para atender (Hebreus 1:3).

Faz com que ela valorize a tua igreja – constrói relacionamentos dentro da vida dela que a desafiem e a encorajem a andar nos passos da verdade do evangelho, e faz com que ela ame reuniões congregacionais, a mesa do Senhor, e a vida cotidiana do Corpo (Marcos 3:35).
Dá a ela sabedoria – faz com que ela veja dimensões de realidade que eu negligenciaria e acompanha a visão dela com um espírito manso e tranquilo que se sente seguro e celebrado (1 Pedro 3:4).

Mantém a sua saúde – continua a declarar teu dom da saúde e nos guarda da presunção; é uma graça comprada pelo sangue (Salmo 139:14).

Multiplica a sua influência – encoraja e aprofunda o impacto que ela tem sobre as nossas crianças. Dá a ela doces vislumbres desses frutos. Derrama nela amor pelos nossos vizinhos e desperta formas criativas de engajá-los pela causa de Cristo.

Faz com que ela ouça a tua voz – para que ela leia a Bíblia e a aceite como ela realmente é, a tua Palavra… tua própria Palavra para ela onde quer que ela viva, cheia de graça, poder e tudo que ela precisa saber a respeito da vida e da piedade (2 Pedro 1:3).

Transborda-a com Jesus – que ela seja unida a ele, que ela seja uma nova criatura nele, que ela seja tua filha nele… Não mais em Adão e morta em pecado; mas, agora, em Cristo e viva para Ti, para sempre (Romanos 6:11).



http://voltemosaoevangelho.com/blog

A Fila Andou

Uma leitura sobre os jovens e a Sexualidade na igreja nos dias de hoje. (Renato Vargens)
Infelizmente a banalização da sexualidade definitivamente tomou conta de boa parte dos arraiais evangélicos.

A afirmação de que sexo antes do casamento é pecado, sempre foi defendido por praticamente todas as igrejas protestantes. Todavia, por fatores dos mais diversos, tais princípios não estão sendo obedecidos por mais da metade da juventude evangélica brasileira. É exatamente isso o que diz um extenso trabalho de pesquisa entre 1994 e 2000 realizado pelo Ministério Lar Cristão.

Num levantamento inédito, que ouviu mais de cinco mil rapazes e moças, membros de 22 diferentes denominações, o resultado veio ao encontro daquilo que se suspeitava há muito tempo, mas nunca tinha sido comprovado assim, na fria lógica dos números:

Nada menos que 52% dos jovens evangélicos criados na igreja praticam o sexo pré-nupcial. Destes, a metade não fica numa única experiência e mantém vida sexual ativa com um ou mais parceiros. Segundo a pesquisa, a idade média da perda da virgindade é de 14 anos, para os garotos, e 16, para as moças, ou seja: para horror de pastores, pais e educadores, quando o assunto é sexualidade juvenil, a Igreja está se aproximando cada vez mais dos padrões liberais da sociedade moderna.

A revista Isto É, de 23/08/2006, nos traz a informação de que a iniciação sexual por parte dos adolescentes brasileiros é cada vez mais precoce nas camadas mais pobres da sociedade. Isto é perceptível principalmente nas classes D e E, onde 16,8% deles se iniciam com apenas 13 anos.

Nas faixas menos favorecidas estão 26,7 milhões com menos de 18 anos. Entre os seis milhões dos setores mais ricos do país, as classes A e B, o índice cai para 13,9%. Na classe C, com 15,1 milhões de jovens e adolescentes, a taxa é de 15,7%. A amostragem da pesquisa se refere a todos os 47,8 milhões de jovens das regiões metropolitanas, periferias, interiores e áreas rurais.

Tenho a impressão de que o fato de incentivarmos as nossas crianças e pré-adolescentes a desfrutarem de um mundo a qual não lhes pertence, contribui significativamente para empobrecimento da sociedade brasileira. A cada ano que passa, as crianças desse novo tempo vem abandonando praticas da meninice em detrimento de uma maturidade abstrata e superficial. No afã da maturação, muitas vezes incentivados por seus pais, tais crianças, cedo, param de brincar de boneca, de botão, de bola, de pique, e outras coisas mais, isto porque, o chique é ter filhos cada vez mais “maduros”. Junta-se a isso, o fato de que a mídia tem também contribuído de forma negativa e pejorativa imprimindo em nossa sociedade valores absolutamente antagônicos a santa Palavra de Deus.

É inegável que os meios de comunicação ao longo dos anos imprimiram em nossas crianças a aceleração do descobrimento bem como o afloramento precoce da sensualidade e sexualidade. Basta repararmos nas meninas que cada vez mais cedo, abandonam as brincadeiras de boneca em detrimento do namoro com um menino.

Ora, uma sociedade, que não respeita tempos, fases e etapas, contribui efetivamente para o surgimento de relacionamentos irresponsáveis e fúteis.

Por outro lado não nos é possível desprezar o fato de que em nome da liberdade, da graça barata e do gospel, irmãos preciosos, têm desenvolvido relações afetivas temporárias onde o que importa é beijar muito. Nesta perspectiva, é comum observarmos rapazes e moças trocarem de parceiros sem a menor preocupação com aquilo que Deus pensa ou diz. Neste contexto, é absolutamente corriqueiro, jovens zombetearem das relações terminadas, afirmando que a fila andou.

Ora, sou contra a banalização das relações, sou contra as "ficações" que contribuem para o adoecimento da alma de nossos adolescentes e jovens, sou contra o beijar por beijar, como também contra ao sexo antes do casamento.

Salomão em sua grande sabedoria afirmou que existe um tempo determinado para todas as coisas na vida. Sim, isso mesmo, na vida existe momentos pra tudo! Há tempo de plantar e tempo de colher, há tempo para abraçar e deixar de abraçar, em outras palavras isso significa dizer que existe um tempo determinado por Deus para desfrutarmos de carinhos, afagos, abraços e beijos de alguém. Em contra-partida, isso significa dizer também que existem momentos na vida, que somos chamados a um momento de reclusão onde outros valores necessários a uma existência plenificada nos são trabalhados.

Cabe, portanto, a nossa geração rever nossos valores não nos deixarmos moldar pelos pressupostos deste sistema. Somos chamados por Deus a vivermos uma vida onde a liberdade e a responsabilidade transformam-se em marcas de uma geração comprometida com seu Senhor e consigo mesma.

Soli Deo Gloria!

Renato Vargens

Quatro coisas que um namoro deve proporcionar.


Quando ministro aos jovens de minha comunidade, costumo dizer a eles que há pelo menos quatro coisas que um namoro para ser considerado "Namoro em Cristo" deve trazer, deixe-me compartilhar com você também:


1- Saúde física:

Nós sabemos e não podemos ser hipócritas de achar e ou fazer de conta que acreditamos que todos os nossos jovens são vencedores na área sexual, que todos se abstem de relacionamentos sexuais, não, isso não seria verdeiro e não ajudaria muito.Diante disso, os meninos e as meninas tem que cuidar para que o outro não se contamine com doenças adquiridas sexualmente, como a herpes, hepatite,AIDS, e tantas outras transmissíveis de pessoa a pessoa. Digo sempre, que aquele "aquela coisinha linda" ou aquela "princezinha" pode trazer dentro de si uma "fera adormecida" como a AIDS. Por isso é melhor obedecer e decidir-se pela pureza, nadando contra a corrente e abstendo-se sexualmente.

2- Saúde emocional:

É comum os adolescentes começarem um namoro, entegarem-se apaixonadamente um para o outro, e junto nesse pacote, o ciúme. À partir daí, as brigas começam, os controles, as discussões, as separações e voltas que não acabam mais, de forma que a vida muda, aquela menina que antes era alegre, saía com as amigas, vivia sorrindo, agora, já nem sorri mais. Chora as escondidas dos pais no interior de seu quarto, a depressão começa a dar seus primeiros sinais,os ressentimentos e outras coisas mais tomam conta do inexperiente coração. Ora, isso não é possível que seja a vontade de Deus para um relacionamento. Se um relacionamento não traz saúde emocional então, não era bem isso que Deus tinha para eles.

3- Saúde espiritual:

Se o fato de estar namorando acabou por trazer crescimento espiritual, trouxe uma maior proximidade para com Deus, eles estão visivelmente apaixonados entre si e por Jesus, então o casalzinho está no caminho certo. Agora, se depois de iniciado o namoro,eles se afastaram da igreja, buscaram outros amigos,outros prazeres, a música da igreja já não serve, os amigos de lá também não; o estilo de vida, os compromissos, os eventos, tudo isso já não é mais importante, então eles já não são um presente de Deus para o outro. Um bom namoro precisa antes de tudo nos aproximar de Deus e não nos afastar Dele.Quando eu digo que amo a Deus, devo amar as coisas que ele ama.

4- Crescimento e Promoção Pessoal:

O namoro em Cristo, além de outras coisas, deve ser aquele que permite o crescimento de ambos enquanto seres sociáveis que são. O namoro que faz com que os dois , ou um deles deixe de estudar, de trabalhar, de relacionar-se com outras pessoas, ou principalmente, deixe de servir ao Senhor, está fora dos planos do Pai. Observamos moços que proíbem a namorada de trabalhar aqui ou ali, de estudar,participar da sua igreja, enfim, de buscar a sua própria promoção social, o seu crescimento enquanto ser humano, não pode ser bem vindo e tem que ser repensado agora.Como diz o humorista, " a mulher se casa esperando que o homem mude, o homem se casa esperando que ela nunca mude". Não espere que depois de casado o outro mude, o que não é impossível, mas que pode acrescentar muitas dores.

Um forte abraço, no amor de Jesus


Pr Ismael e Pra Cleire.

Eu não quero mais ser evangélico


Eu sei, eu sei… hoje era para terminar a série “Os passos de um pecador“, mas ficou corrido demais! Seminário em Manaus, trabalho, depois fiquei doente, etc. Poderia escrever na pressa mas quero meditar melhor a respeito. =)
Mas tenho certeza que através deste texto escrito por Ariovaldo Ramos, você será chacoalhado. Então deixo vocês com ele:
Eu não quero mais ser evangélico
Ser evangélico, pelo menos no Brasil, não significa mais ser praticante e pregador do Evangelho (Boas Novas) de Jesus Cristo, mas, a condição de membro de um segmento do Cristianismo, com cada vez menor relacionamento histórico com a Reforma Protestante – o segmento mais complicado, controverso, dividido e contraditório do Cristianismo. O significado de ser pastor evangélico, então, é melhor nem falar, para não incorrer no risco de ser grosseiro.
eu-nao-quero-mais-ser-evangelico
Não quero mais ser evangélico! Quero voltar para Jesus Cristo, para a boa notícia que Ele é e ensinou. Voltemos a ser adoradores do Pai porque, segundo Jesus, são estes os que o Pai procura e, não, por mão de obra especializada ou por “profissionais da fé”. Voltemos à consciência de que o Caminho, a Verdade e a Vida é uma Pessoa e não um corpo de doutrinas e/ou tradições, nascidas da tentativa de dissecarmos Deus; de que, estar no caminho, conhecer a verdade e desfrutar a vida é relacionar-se intensamente com essa Pessoa: Jesus de Nazaré, o Cristo, o Filho do Deus vivo. Quero os dogmas que nascem desse encontro: uma leitura bíblica que nos faça ver Jesus Cristo e não uma leitura bibliólatra. Não quero a espiritualidade que se sustenta em prodígios, no mínimo discutíveis, e sim, a que se manifesta no caráter.
Chega dessa “diabose”! Voltemos à graça, à centralidade da cruz, onde tudo foi consumado. Voltemos à consciência de que fomos achados por Ele, que começou em cada filho Seu algo que vai completar: voltemos às orações e jejuns, não como fruto de obrigação ou moeda de troca, mas, como namoro apaixonado com o Ser amado da alma resgatada.
Voltemos ao amor, à convicção de que ser cristão é amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos: voltemos aos irmãos, não como membros de um sindicato, de um clube, ou de uma sociedade anônima, mas, como membros do corpo de Cristo. Quero relacionar-me com eles como as crianças relacionam-se com os que as alimentam – em profundo amor e senso de dependência: quero voltar a ser guardião de meu irmão e não seu juiz. Voltemos ao amor que agasalha no frio, assiste na dor, dessedenta na sede, alimenta na fome, que reparte, que não usa o pronome “meu”, mas, o pronome “nosso”.
Para que os títulos: “pastor”, “reverendo”, “bispo”, “apóstolo”, o que eles significam, se todos são sacerdotes? Quero voltar a ser leigo! Para que o clericalismo? Voltemos, ao sermos servos uns dos outros aos dons do corpo que correm soltos e dão o tom litúrgico da reunião dos santos; ao, “onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu lá estarei” de Mateus 18.20. Que o culto seja do povo e não dos dirigentes – chega de show! Voltemos aos presbíteros e diáconos, não como títulos, mas, como função: os que, sob unção da igreja local, cuidam da ministração da Palavra, da vida de oração da comunidade e para que ninguém tenha necessidade, seja material, espiritual ou social. Chega de ministérios megalômanos onde o povo de Deus é mão de obra ou massa de manobra!
Para que os templos, o institucionalismo, o denominacionalismo? Voltemos às catacumbas, à igreja local. Por que o pulpitocentrismo? Voltemos ao “instruí-vos uns aos outros” (Cl 3. 16).
Por que a pressão pelo crescimento? Jesus Cristo não nos ordenou a sermos uma Igreja que cresce, mas, uma Igreja que aparece: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. “(Mt 5.16). Vamos anunciar com nossa vida, serviço e palavras “todo o Evangelho ao homem… a todos os homens”. Deixemos o crescimento para o Espírito Santo que “acrescenta dia a dia os que haverão de ser salvos”, sem adulterar a mensagem.
“Tornai vós para mim, e eu tornarei para vós diz o Senhor dos exércitos”. Seja um patrocinador desta obra, seja um colaborador de Cristo!
Que Deus te abençoe!
Escrito por Ariovaldo Ramos

quinta-feira, 25 de abril de 2013

PARA VIVER UM GRANDE AMOR



Das comunicações que recebo, há um tema que sempre aparece e grita – do topo das montanhas e do fundo do poço! É o desejo de amar, de ser amada, de ter amor como razão de vida. Alguns de meus amigos são bastante jovens – foram meus alunos juniores de escola dominical; outros conheço de quando eu era igualmente jovem e já sonhávamos com um grande amor. Entre minhas colegas de sonhos e realizações, descobri algumas características constantes e alguns fatores surpreendentes sobre a sua história do coração.



Sou abençoada, privilegiada mesmo, por ter encontrado no amor de Deus o rumo para toda minha vida. E, ainda nova, um companheiro fiel que me estimula a amar cada vez mais e a cada passo investir mais pesado na realidade simultaneamente leve e sólida da criatura imperfeita que sou, portando o amor perfeito de um Deus infinito, graciosamente dado a pessoas quebradas, distorcidamente pecadoras. Observo diversas características nas querências expressas por velhos e novos amigos.



Primeiro, falo aos jovens, porque terão de ter e desenvolver por mais tempo o amor que anseiam. Quanto ao casamento, o apóstolo Paulo destaca uma característica inicial imprescindível: quem é solteiro é “livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor”. Se você, cristão, está livre para casar, a ressalva é inegociável – que seja no Senhor! Começar uma vida a dois com duas cabeças em luta constante não é apenas difícil – é assumir uma monstruosidade para toda sua vida. Alguém pode argumentar que o próprio trecho de Coríntios sete menciona casamentos de cristãos com descrentes – mas o faz pensando em casais já formados, e diz que se o descrente quiser sair do relacionamento, deixe-o ir! Temos exemplos de gente crente que casou com descrente e “deu certo” – mas a falta inicial de unidade de fé já é mau começo. Concordo que há aqueles rotulados de cristão – e não o são. Talvez, entre esses poderá haver um tipo de amor que lhes permita uma convivência pacifica. Mas os valores do casamento não serão cristãos, e não sobreviverão às tempestades da vida.



O refrão de Cantares de Salomão reverbera em minha mente: “Conjuro-vos (...) que não acordeis, nem desperteis o amor, até que este o queira” (Ct 2.7, 3.5; 5.8). Não se apresse em provocar um amor, não tenha como meta de vida encontrar o amor! Alguém pode dizer: “É, pra você falar é fácil; apaixonou-se cedo, casou-se aos dezoito...” Sim, pela misericórdia de Deus, o amor me encontrou e despertou em nós na juventude – mas não era cedo, pois havia maturidade dada por Deus para uma vida assumida diante dele.



Moças e moços fazem conjeturas sobre o que procuram no amor, seus anseios e ansiedades. Contudo, precisam investir, antes de tudo, no amor a Deus, pois só saberemos amar o próximo quando houver primeiro o amor a Deus. Os livros de Lewis, Quatro Amores e Peso de Glória, destacam isso de forma magistral. E olha que C. S. Lewis foi solteiro durante boa parte da vida,surpreendido com Joy por um amor maduro e abnegado quando ela já estava com câncer e tinha um casamento falido e dois filhos a tiracolo.



Amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo é sine qua non – e continua sendo o segredo do amor realista com esperança que o cristão assume e desenvolve. Não “acontece” num lance romântico ou numa “química” natural e instantânea! Como na salvação, o amor tem de ser nutrido, desenvolvido “com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.12-13).



Alguns amigos mais maduros se encontram desejosos de amor humano. Duas categorias principais me vêm à mente: os que continuam solteiros depois de anos de aprimoramento pessoal e oração fervorosa por encontrar o desejado “par”, e os que foram casados e hoje estão descasados e desiludidos por causa das vicissitudes da vida.



Tenho amigas inteligentes, bonitas, excelentes profissionais, cristãs comprometidas com o Reino, amorosas com os necessitados e que tratam bem crianças, idosos e outros cristãos igualmente “livres e desimpedidos” – que são ignoradas “por aquele que bem poderia casar com ela!” Alguns amigos também se encontram nessa categoria. A tendência de uma pessoa bem casada, quando vê irmãos nessa situação, é tentar bancar o cupido e forçar alianças – mas o coral de Cantares diz: “Não desperte o amor até que esse o queira”! Esses amigos não são contra o casamento – apenas são cautelosos (às vezes em excesso) e não querem compromisso que não estejam prontos a assumir. Uns se casam com mulheres bem jovens, outros, com pessoas em faixa etária e condições semelhantes, talvez viúvas, até mesmo trazendo ao casamento filhos de outro, e encontram, porque estão no Senhor, vidas revigorantes e renovadas. Diversos “descobrem” o amor após os quarenta anos e constante solidão, e passam a viver uma vida rejuvenescida que dá alento a todos que a cercam.



Duro é ver a fileira de pessoas que entregaram tudo por amor, gastaram e se deixaram desgastar, e foram traídas ou abandonadas, quando elas mesmas não traíram nem abandonaram o primeiro amor. A pessoa que ficou “sozinha com Deus”, mesmo quando a fé não foi abalada, ainda ficou com dores profundas. Às vezes as próprias amarguras por relacionamentos desfeitos impedem-na de encontrar amor renovado (novamente, em Deus primeiro, para depois o encontro do outro). Não podemos julgar precipitadamente, e sabemos que afinal, é o Senhor de toda consolação que permite a perda e a restauração, mas tais pessoas às vezes se fecham (por razões boas ou não) para um novo amor e terão de conviver com essa carência  – com a graça de Deus. Outros, pela mesma graça e misericórdia, redescobrem o amor – e a nova alegria contagiante traz consolo e esperança a muitos irmãos.



Uma palavra de cautela: aquele que foi infiel, que preferiu pastos alheios ou travou lutas irreconciliáveis, poderá, deverá, ser restaurado – mas sabedor das dificuldades advindas. Poderá até ser maior, mas não será o mesmo. Por exemplo, um pastor de igreja, se continuar no pastorado, terá de lidar mais abertamente com sua fraqueza. Temos exemplos disso na Palavra. Davi foi restaurado depois de seu horrendo pecado – mas foi impedido de construir a casa do Senhor!



Temos alguns amigos que casaram depois de sofrer viuvez. Aprenderam a ajustar-se às diferenças e não cobrar o mesmo tipo de relacionamento que tiveram antes com outra pessoa. Carregam bagagens complicadas e têm de depositar diariamente aos pés da cruz os fardos que lhes são pesados.  Nisso, jovens, maduros e velhos – todos temos de continuar a crescer em amor. Não é sobre o que eu quero, eu sonho, eu ganho – no amor de Deus, o foco estará sempre no outro – e se multiplica, aquecendo nosso próprio coração, transformando nosso pensamento e nossos atos de forma a ser, em vez de ter um grande amor.



Recebi convite de uma amiga para as bodas de diamante de seus pais (setenta e cinco anos!) – um casal muito especial cuja vida toda testemunha a glória e graça do Senhor. Desejo esse tipo de relacionamento com o amor de minha vida – que envelheçamos juntos, sabedores de que “o melhor está para vir”.



Anos atrás, Wadislau escreveu uma poesia baseada em 1Coríntios 13:



Amar é mais do que falar de amor,
é mais que som, além da expressão.
Amor é intensa vida interior
extravasando o próprio coração.
Amar é mais que êxtase ou encanto,
é mais que som de címbalo ou de sino,
é o riso que se segue ao pranto,
é música que paira após o hino.
Amar é sendo Deus, romper a vida,
derramar-se em humana e rubra dor,
e irromper, da morte já vencida,
amar é ser o amor do seu amor,
é ter-te, Salvador, Senhor assim,
como na cruz tu carregaste a mim!


Elizabeth Gomes

EVANGÉLICA, SOLTEIRA E DESESPERADA PARA CASAR!



Devido a "concorrência" e a pressão da sociedade para que case, não são poucas as mulheres que vivem um "inferno" existencial. As novelas globais como também os filmes hollwoodianos costumam enfatizar que a felicidade só pode ser alcançada através do casamento. Quem não se lembra dos finais dos filmes românticos, quando o casal se afasta abraçado e "são felizes para sempre?" Ou ainda dos últimos capítulos das novelas onde a moça apaixonada se casa com um lindo galã? Pois é, a mensagem subliminar, falsa, perigosa e cruel é que a mulher só se realiza através de outra pessoa. Infelizmente essa idéia se internalizou em muitas moças, de tal forma que toda energia vital não é canalizada para aprender a ser feliz, mas para arranjar um namorado e casar.

Conheço inúmeras moças que em virtude desta pressão se transformaram em pessoas azedas e amarguradas. Na verdade, movidas pela pseudo-verdade de que só se é possível ser feliz ao lado de alguém, tais meninas sucumbiram diante da solidão desesperando-se em busca de uma amor utópico.

Prezado leitor, Salomão em sua sabedoria afirmou com toda propriedade que existe um tempo determinado para todas as coisas. Existe tempo de abraçar e tempo para deixar de abraçar. Em outras palavras, ele está a nos dizer de que existem momentos da vida em que a solidão torna-se necessária.
Há pouco ouvi o desabafo de uma moça de 25 anos de idade completamente desesperada para casar. Segundo ela, o tempo havia passado e ela tinha ficado para titia. Ora, vamos combinar uma coisa? Ficado para titia com 25 anos é uma verdadeira sandice não é verdade? Para piorar a situação existem moças de 18 anos de idade chorando desesperadas aos pés do Senhor pedindo um marido.

Diante do exposto gostaria de aconselhar as moças a não se exasperarem, mas a confiar no Senhor e esperar o tempo e a pessoa certa para entrar no casamento. Agindo assim e não cedendo as pressões da sociedade com certeza experimentarão  momentos ricos e abençoadores na presença do Senhor.

Pense nisso!

Renato Vargens

Carta a Um Jovem Evangélico que Faz Sexo com a Namorada



[Os nomes foram trocados para proteger as pessoas. Embora algumas circunstâncias mencionadas na carta sejam totalmente fictícias, o caso é mais real do que se pensa...]


Meu caro Ricardo,


Ontem estive pregando em sua igreja e tive a oportunidade de rever João, nosso amigo comum. Não lhe encontrei. João me disse que você e a Raquel, sua namorada, tinham saído com a turma da mocidade para um acampamento no fim de semana e que só regressariam nessa segunda bem cedo.


Saí com o João para comer pizza após o culto e falamos sobre você. João abriu o coração. Ele está muito preocupado com você, desde que você disse a ele que tem ido com Raquel para motéis da cidade e às vezes até mesmo depois do culto de jovens no sábado à noite. Ele falou que já teve várias conversas com você mas que você tem argumentado defendendo o sexo antes do casamento como se fosse normal e que pretende casar com Raquel quando terminarem a faculdade.


Ele pediu minha ajuda, para que eu falasse com você, e me autorizou a mencionar nossa conversa na pizzaria. Relutei, pois acho que é o pastor de sua igreja que deve tratar desse assunto. Você e a Raquel, afinal, são membros comungantes dessa igreja e estão debaixo da orientação espiritual dela. Mas, João me disse que o pastor faz de conta que não sabe que essas coisas estão acontecendo na mocidade da igreja. Como sou amigo da sua família fazem muitos anos, desde que vocês freqüentaram minha igreja em São Paulo, resolvi, então, escrever para você sobre esse assunto, tendo como base os argumentos que você usou diante de João para justificar sua ida a motéis com a Raquel.


Se entendi direito, você argumenta que não há nada na Bíblia que proiba sexo antes do casamento. É verdade que não há uma passagem bíblica que diga "não farás sexo antes do casamento;" mas existem dezenas de outras que expressam essa verdade com outras palavras e de outras maneiras. Podemos começar com aquelas que pressupõem o casamento como sendo o procedimento padrão, legal e estabelecido por Deus para pessoas que desejam viver juntas (veja Mateus 9:15; 24:38; Lucas 12:36; 14:8; João 2:1-2; 1Coríntios 7:9,28,39), aquelas que abençoam o casamento (Hebreus 13:4) e aquelas que se referem ao divórcio - que é o término oficial do casamento - como algo que Deus aborrece (veja Malaquias 3:16; Mateus 5:31-32).


Podemos incluir ainda aquelas passagens contra os que proíbem o casamento (1Timóteo 4:3) e as outras que condenam o adultério, a fornicação e a prostituição (veja Mateus 5:28,32; 15:19; João 8:3; 1Coríntios 7:2; 6:9; Gálatas 5:19; Efésios 5:3-5; Colossenses 3:5; 1Tessalonicenses 4:3-5; 1Timóteo 1:10; Hebreus 13:4; Apocalipse 21:8; 22:15). Qual é o referencial que nos possibilita caracterizar esses comportamentos como desvios, impureza e pecado? O casamento, naturalmente. Adultério, prostituição e fornicação, embora tendo nuances diferentes, têm em comum o fato de que são relações sexuais praticadas fora do casamento. Se o casamento, que implica num compromisso formal e legal entre um homem e uma mulher, não fosse a situação normal onde o sexo pode ser desfrutado de maneira legítima, como se poderia caracterizar como desvio o adultério, a fornicação ou a prostituição? A Bíblia considera essas coisas como pecado e coloca os que praticam a impureza sexual e a imoralidade debaixo da condenação de Deus - a menos que se arrependam, é claro, e mudem de vida.


Você argumenta também que o casamento é uma conveniência humana e que muda de cultura para cultura. Bom, é certo que o casamento tem um caráter social, cultural e pessoal. Todavia, do ponto de vista bíblico, não se pode esquecer que foi Deus quem criou o homem e a mulher, que os juntou no jardim, e disse que seriam uma só carne, dando-lhes a responsabilidade de constituir família e dominar o mundo. O casamento é uma instituição divina a ser realizada pelas sociedades humanas. Embora as culturas sejam distintas, e os rituais e procedimentos dos casamentos sejam distintos, do ponto de vista bíblico o casamento implica em reconhecimento legal daquela união por quem de direito, trazendo implicações para a criação e tutela dos filhos, sustento da casa e também responsabilidades e conseqüências em caso de separação e repúdio. Quando duas pessoas resolvem ir morar juntas como se fossem casadas, essa decisão não faz delas pessoas casadas diante de Deus - mas (desculpe a franqueza), pessoas que estão vivendo em imoralidade sexual.


É verdade que a legislação de muitos países tem cada vez mais reconhecido as chamadas uniões estáveis. É uma triste constatação que o casamento está cada vez mais sendo desvalorizado na sociedade moderna ocidental. Todavia, esses movimentos no mundo e na cultura não são a bússola pela qual a Igreja determina seu norte - e sim a Palavra de Deus. Em muitas culturas a legislação tem sancionado coisas que estão em contradição com os valores bíblicos, como aborto, eutanásia, uniões homossexuais, uso de drogas, etc. A Igreja deve ter uma postura crítica da cultura, tendo como referencial a Palavra de Deus.


O João me disse ainda que você considera que o mais importante é o amor e a fidelidade, e que argumentou que tem muita gente casada mas infeliz e infiel para com o cônjuge. Ricardo, é um jogo perigoso tentar justificar um erro com outro. Gente casada que é infiel não serve de desculpas para quem quer viver com outra pessoa sem se casar com ela. Além do mais, como pode existir o conceito de fidelidade numa união que não tem caráter oficial nem legal, e que não teve juramentos solenes feitos diante de Deus e das autoridades constituídas? Mesmo que você e sua namorada façam uma "cerimônia" particular onde só vocês dois estão presentes e onde se casem a si mesmos diante de Deus - qual a validade disso? As promessas de fidelidade trocadas por pessoas não casadas têm tanto valor quanto um contrato de gaveta. Lembre inclusive que não é a Igreja que casa, e sim o Estado. Naqueles casamentos religiosos com efeito civil, o pastor ou padre está agindo com procuração do juiz.


Não posso deixar de mencionar aqui que na Bíblia o casamento é constantemente referido como uma aliança (veja Ezequiel 16:59-63). Deus é testemunha dessa aliança feita no casamento, a qual também é chamada de "aliança de nossos pais", uma referência ao caráter público da mesma (não deixe de ler Malaquias 2:10-16).


Não fiquei nem um pouco surpreso com seu outro argumento para fazer sexo com sua namorada, que foi "é importante conhecer bem a pessoa antes do casamento". Já ouvi esse argumento dezenas de vezes. E sempre o considerei uma burrice - mais uma vez, desculpe a franqueza. Em que sentido ter relações sexuais com sua namorada vai lhe dar um conhecimento dela que servirá para determinar se o casamento vai dar certo ou não? Embora o sexo seja uma parte muito importante do casamento, o que faz um casamento funcionar são os relacionamentos pessoais, a tolerância, a compreensão, a renúncia, o amor, a entrega, o compartilhar... você pode descobrir antes do casamento que sua namorada é muito boa de cama, mas não é o desempenho sexual de vocês que vai manter ou salvar seu casamento. Esse argumento parte de um equívoco fundamental com relação à natureza do casamento e no fim nada mais é que uma desculpa tola para comerem a sobremesa antes do almoço.


Agora, o pior argumento que ouvi do João foi que você disse "a graça de Deus tolera esse comportamento." Acho esse o pior argumento porque ele revela uma coisa séria em seu pensamento, que é tomar a graça de Deus como desculpa para um comportamento imoral. Esse sempre foi o argumento dos libertinos ao longo da história da igreja. O escritor bíblico Judas, irmão de Tiago, enfrentou os libertinos de sua época chamando-os de "homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo" (Judas 4). Esse é o caminho de Balaão "o qual ensinava a Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel para comerem coisas sacrificadas aos ídolos e praticarem a prostituição" (Apocalipse 2:14). É a doutrina da prostituta-profetisa Jezabel, que seduzia os cristão "a praticarem a prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos" (Apocalipse 2:20) e a conhecer "as coisas profundas de Satanás" (Apocalipse 2:24).


Como seu amigo e pastor, permita-me exortá-lo a cair fora dessa maneira libertina de pensar, Ricardo, antes que sua consciência seja cauterizada pelo engano do pecado (Hebreus 3:13). Ainda há tempo para arrependimento e mudança de atitude. A abstinência sexual é o caminho de Deus para os solteiros, e esse estilo de vida é perfeitamente possível pelo poder do Espírito, ainda que aos olhos de outros seja a coisa mais careta e retrógrada que exista. Se você realmente pensa em casar com a Raquel e constituírem família, o melhor caminho é pararem agora de ter relações e aguardarem o dia do casamento. Vocês devem confessar a Deus o seu pecado e um ao outro, e seguir o caminho da abstinência, com a graça de Deus.

Estou à sua disposição para conversarmos pessoalmente. Traga a Raquel também. Estou orando por vocês.

Um grande abraço,Pr. Augustus Nicodemus Lopes

O Perigo da Torneira que Goteja




Eu não achava que os pingos da torneira fossem um problema.
Que mal pode fazer um pouquinho de água? Enxuguei a água que pingava da junção do cano perto do chão e esqueci o assunto. Alguns dias mais tarde percebi que o chão estava molhado novamente. Então, enxuguei e continuei fazendo outras coisas. Finalmente me dei conta de que aquilo poderia ser um problema quando vi que o chão em volta da base da pia estava ficando estragado. Chamei o meu marido, que imediatamente fechou os registros de água e chamou um encanador. Realmente tínhamos problemas.
Alguns meses depois me deparei com alguns versículos de Pro- vérbios que passaram a ter um novo significado por causa da situação da torneira que vazava. Quando registrei esses versículos em meu diário, chamei-os de meus versículos "ai" no casamento. Penso que você entenderá a razão.
• Provérbios 19.13: "... um gotejar contínuo, as contenções da mulher" ou ainda "as rixas da mulher são uma goteira contínua".
• Provérbios 21.9: "Melhor é morar num canto de umas águas- furtadas do que com a mulher rixosa numa casa ampla". 


• Provérbios 21.19: "Melhor é morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda".
Entenderam o que eu quis dizer? Ai! Aquela situação da pia que vazava lançou luz sobre o grave engano que eu estava cometendo em meu casamento. Percebi que eu era um gotejar constante na vida do meu marido. Ao invés de estar empenhada com ele intelectualmente, eu o estava envolvendo em batalhas emocionais para as quais ele não estava equipado. Eu interpretava os seus atos e palavras mais emocionalmente do que ele tinha planejado.

Por exemplo, certa vez ele telefonou e ofereceu-se para me tra- zer o almoço. Eu lhe disse que queria um sanduíche de frango grelhado e uma Coca-Cola. Fiquei pensando neste gesto tão doce de amor e bondade. Quando ele chegou, o meu humor agradecido tornou-se sombrio quando vi a palavra diet escrita em minha bebida. Para ele, era só um engano. Para mim era como se ele estivesse dizendo: "Você está gorda e feia. Você precisa de bebidas diet, então mudei o seu pedido". Eu estava muito magoada e zangada. "Gotejei" por causa desse mal- entendido tolo durante dias.
Cada vez que eu começava a gotejar, Art tentava rapidamente acabar com a confusão. Mas o gotejar continuava e ele estava ficando cansado do retorno constante das poças. Finalmente ele começou a se fechar e fechar o registro de água. Ele sentia que se não podia dizer nada correto, então o mais seguro era não dizer nada. A água estava erodindo o alicerce do nosso casamento. Hora de chamar o encanador. Nós realmente tínhamos problemas.

Na raiz dos nossos problemas estava a minha incapacidade de comunicar-me sem ferir os seus sentimentos. Sentia que eu não era aceitável, bonita ou capaz de ser amada. Essas percepções erradas se inflamaram e devoraram a fundação do nosso casamento. Eram como um filtro sobre a minha mente, que manchava, distorcia e interpretava mal os comentários que meu marido fazia. Será que é possível que você também tenha esse mesmo tipo de filtro?
Satanás foi um mestre ao ajudar-me a negar o meu próprio valor, lembrando-me de coisas dolorosas do meu passado. Eu pensava que o casamento consertaria muitos dos problemas do meu passado arruinado. Agora, eu percebia que esse filtro estava não apenas magoando-me, mas também ao meu marido.

Lentamente, Deus está substituindo o meu filtro de mentiras por sua verdade transformadora e curativa. Em sua Palavra Deus diz que sou uma filha santa e amada de Deus. Esse é o filtro pelo qual os meus pensamentos precisam passar. Em Romanos 12.2 está escrito: "E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus". Conformar-se com o mundo significa agir e reagir com base nos sentimentos. Deus quer transformar as nossas mentes para que possamos agir e reagir com base em suas verdades, e não em nossos sentimentos.

A verdade é que o meu marido me ama e está comprometido com o nosso relacionamento. A verdade é que ele me acha bonita e que é agradável estar comigo. A verdade é que ele ama honrar a Deus honrando a mim. A verdade é que ele às vezes comete algum engano na maneira como fala as coisas, como monta as suas frases, ou ainda em alguma atitude impensada ou descuidada; mas isso não quer dizer que ele não me ame. O mais importante é que Deus me ama e ama o meu marido e nos concede muita graça e perdão; como é que ousamos não estender essas bênçãos um ao outro?
Se você sente que a sua torneira anda vazando um pouco ultimamente, aqui estão algumas maneiras de deixar de ser a "reclamação em pessoa" na vida de seu marido, e passar a ser a sua adorável companheira:

• Deixe que a Palavra de Deus seja o constante lembrete de seu valor e de sua importância.
• Se o seu marido disser alguma coisa que magoa os seus sen- timentos, dê-lhe o benefício da dúvida antes de ficar aborrecida.
• Peça que ele esclareça o que quis dizer.

• Se o que ele quis dizer for doloroso, explique-lhe calmamente porque essa afirmação a magoa, e sugira uma maneira melhor pela qual ele possa, da próxima vez, comunicar o que desejar dizer.
• Prefira sempre errar por excesso de graça.
• Seja rápida em perdoar.

• Escolha as suas batalhas com sabedoria. Algumas coisas não merecem a preocupação ou o aborrecimento.
• Esteja disposta a deixar de lado as pequenas coisas. 
• Tente ser a primeira a pedir desculpas.

CONSTRUINDO o SEU RELACIONAMENTO Pense sobre o que você poderia fazer para consertar quaisquer vazamentos que tenham aparecido ultimamente em sua torneira.
Escreva as sugestões acima na primeira pessoa e cole-as em sua Bíblia. Na próxima vez que você "começar a gotejar", pegue a sua lista e providencie o conserto rapidamente.

PENSAMENTO PARA o DIA - Melhor é morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda.
Provérbios 21.19

Do livro Cative o Coração Dele

terça-feira, 23 de abril de 2013

Um marido irado dentro de casa




Convivendo com um marido irado · O problema é mais freqüente do que pensamos. Para cada mulher que se dispõe a falar sobre o assunto, há dezenas com medo demais para dizer alguma coisa.
· A violência e a ira doméstica merecem atenção imediata, mesmo quando há apenas um pequeno sinal do problema.
· Como os demais pecados, encontramos a ira violenta entre os membros da igreja também. Reputação e dinheiro podem mantê-la oculta por mais tempo, mas ela se encontra igualmente distribuída nos diferentes grupos étnicos e sociais.
· Homens e mulheres inclusive, enganam-se ao subestimar o quão difícil pode ser conviver com um cônjuge irado.
A ira e a violência doméstica não se manifestam em público. Você não as vê. As esposas que são alvos da ira costumam ser as últimas a falarem a respeito da existência de um problema conjugal, pois carregam um sentimento de vergonha por serem agredidas pela pessoa que, supostamente, melhor as conhece.
Onde existe alguém irado com toda certeza existe outro alguém agredido, que geralmente silencia. Mas o silêncio não é uma opção na vida cristã. Isto porque os dois, irado e agredido, vivem diante do Deus que ouve e se importa. O Deus Santo é o Pai que pede insistentemente que Seus filhos O busquem quando há um problema – I Crônicas 16:11; Salmo 9:10.
Quando o pecado da ira é trazido à luz, o irado tem a oportunidade de se voltar para Deus e assim afastar-se da ira de Deus – Isaías 55:6,7.
O comportamento de uma pessoa irada se traduz em palavras de insulto que pareceriam infantis se não fossem tão ofensivas, profanação, ordens, ameaças, contato físico com fúria, repressão, empurrões. Podem acontecer intervalos ocasionais quando a pessoa irada chega até a demonstrar certa gentileza e compra presentes para simbolizar arrependimento, mas não pense que a ira está morta. O vulcão está adormecido, mas não extinto. Ele não some com o tempo; só acumula maior velocidade e intensidade.
A ira vicia. Ela dá à pessoa irada aquilo que deseja: autoridade, controle, influência e a sensação de ser respeitado.
A pessoa vitimada pela ira sente solitária, isolada. Mas para quem já professou sua fé em Jesus, a Palavra garante que o Espírito Santo está sempre com ela; jamais a deixa e nunca a abandona. Ela está em comunhão com o Espírito por causa da obra terminada de Cristo, e ninguém é forte o suficiente para quebrar este vínculo. O Espírito Santo também é o Espírito da verdade, o que significa que:
 Ele testifica sobre Jesus Cristo – João 14:16 – O Espírito está com Jesus desde o princípio. O Espírito é testemunha da cruz de Cristo e da ressurreição. O Espírito é testemunha do fato de que Cristo reina no presente. Isto é precioso para uma mulher que está confusa pelas acusações incessantes de seu marido.
 O Espírito vem até você e imprime a realidade de Cristo e da cruz em seu coração. Ele dará a você clareza na situação em que você vive. Esta clareza começa por uma visão clara do caráter de Deus e do evangelho de Cristo.
O Espírito Santo é o Espírito de Sabedoria que conhece a mente do Pai – I Coríntios 2:11 – e guiará a vítima da ira sobre como agir, como responder, o que fazer, o que dizer – Lucas 11:11-13. Por isso busque e peça uma consciência maior de Sua proximidade. Esta é a verdade de Deus, e uma vez que a mulher destruída e despedaçada estiver espiritualmente orientada, ela será abençoada – II Timóteo 1:7. Ela se sente absolutamente impotente, inútil e desequilibrada. Porém, ela possui o Espírito do Deus Vivo, o Espírito de poder, presença, verdade e sabedoria.
A graça de Cristo leva-nos à ação. Nossa fé se expressa em amor. Para a pessoa que passa por uma situação de abuso, o que significa falar e praticar a verdade em amor? Como você desarma uma pessoa irada, se é que isso é possível? Como essa mulher pode falar e praticar a verdade em amor no relacionamento com seu marido irado? Ela precisa dar pequenos passos, rodeada das orações de outras pessoas. Precisa também lembrar que seu marido foi criado à imagem de Deus; quando ela se aproximar dele, deve fazê-lo com respeito e humildade. Ela deve lhe pedir perdão se ocasionalmente não o tratou com respeito. Ele poderia usar essa confissão de pecado contra ela? Talvez. Um marido egoísta e irado pode usar qualquer coisa contra sua esposa. Porém, as reações do marido não devem afastá-la de uma conduta que agrada a Deus.
Mantenha o objetivo de desarmar com o inesperado. Como pessoas que receberam o evangelho, nossa mensagem e nosso método devem surpreender, desequilibrar e subverter as expectativas do mundo. Então, como essa mulher pode fazer o inesperado? Ela pode:>> Perguntar ao marido por que ele acha que ela é sua inimiga. Ele tem um motivo para a ira violenta que expressa contra ela? Ele quer realmente destruí-la e destruir o relacionamento conjugal?
 Sair de casa quando ele estiver pecaminosamente irado. Deixar claro que a violência é errada: “Não. Pare. Até aqui chega”.
 Por mais que esteja apavorada, deve atentar para o fato de que ele é quem está em perigo. Suas injustiças são, em última instância, contra Deus, e Deus se opõe aos opressores orgulhosos. É realmente assustador agir como um inimigo de Deus.
 Assumir responsabilidades por suas reações pecaminosas, sem assumir a responsabilidade pelas ações do marido.
 Dizer a ele como ela se sente ao ser alvo da sua ira e ódio. As pessoas iradas são cegas ao fato de como elas ferem os outros.
 Falar com humildade, pois a humildade é mais poderosa do que a ira – Levítico 19:17.
 Manter em mente Tiago 4:1,2. Não lutar como ele luta. Quando vê os desejos egoístas do marido chegarem ao extremo do descontrole, ela deve ter cuidado para não imitar esse comportamento.
 Não minimizar o comportamento destrutivo do marido. A ira pecaminosa é chamada na Bíblia de ódio e assassinato – Mateus 5:21,22.
por: Sued Santana

Fazendo a escolha certa do Cônjuge


Namoro - Noivado - Casamento


O dicionário define namoro como cortejar, inspirar amor, apaixonar, cativar,
desejar ardentemente, empregar todos os esforços para obter, ficar encantado
etc. Sempre que tratamos deste tema, a pergunta que mais ouvimos é: O namoro é
bíblico? A Bíblia não fala de namoro, o que não significa afirmar que os
jovens daquele tempo não namoravam. (Pv 18:24) Gosto do que disse Henry
Cloud: "Deus pode fazer as pessoas crescerem pelo namoro da mesma forma que as
faz crescer por outra atividade".

O namoro dentro da cultura brasileira, se tornou um fenômeno social, isto
porque a busca por alguém para este relacionamento, vem ocupando o primeiro
lugar na lista de prioridades na vida dos jovens. Estamos vivendo em uma
sociedade, onde infelizmente predomina a inversão dos valores, por isso
namorar é quase uma imposição até para os que estão na pré-adolescência.
Diante desta realidade que vivemos faz-se necessário refletirmos sobre alguns
pontos importantes.

O casamento começa a ser construído no namoro.
Se a escolha do futuro cônjuge começa a partir do namoro, os jovens precisam
saber que: Esta é uma etapa para o conhecimento recíproco da natureza, da
consistência e da estabilidade dos sentimentos que estão envolvidos e dos que
a ele deram origem. Infelizmente, e com freqüência, o namoro tem se tornado
uma corrida mal orientada e desenfreada, que termina com um casamento às
pressas. Esta fase é importantíssima pelo fato de conduzir a um aprofundamento
de relações que é o noivado. É um período de educação de sentimentos, de abrir
muito os ouvidos e os olhos. É no namoro que começa a formação, o nascimento
do cônjuge, eis a razão porque este relacionamento deve ser administrado com
muito critério e responsabilidade. Quando os jovens não levam a sério esse
primeiro passo na direção do compromisso maior, que é o casamento, a tendência
é construir um projeto de vida vulnerável. É imprescindível que Deus seja o
Senhor do "namoro", e o resultado final será um casamento abençoado.
Quando o namoro se torna prejudicial.


1. O namoro deixa de ser importante quando acontece antes do tempo (Ec 3:1; Lm
3:27).
Quando o relacionamento afetivo e comprometido é concretizado antes do
tempo, dificilmente é edificante e construtivo. Os pais precisam atentar para
este fato e insistir com os odolescentes mostrando que, um namoro iniciado aos
quatorze anos é um condicionante de ciúmes desmedido e um estimulante poderoso
para a prática do auto erotismo.
2. O namoro deixa de ser importante quando não tem um propósito definido. A
vida do cristão precisa ter propósito bem definido de acordo com os princípios
da Palavra de Deus. O jovem não é obrigado a se casar com a primeira
namorada, mas é necessário que o mesmo tenha este ideal em sua mente. Um
namoro sem propósito é um relacionamento fadado ao fracasso, frustrações e sem
a aprovação de Deus. (Rm 14:5b e 23;
3. O namoro deixa de ser importante quando é possessivo. A unidade de um casal
seja no namoro, noivado ou casamento não pode ser doentia. Se o casamento não
é uma chamada para o encarceramento, quanto menos o namoro. O ciúmes
patológico aprisiona os namorados, e isto é destrutivo. No amor não há este
sentimento de possessividade. (1 Co 13)
4. O namoro deixa de ser importante quando é leviano. Há um versículo em
Provérbios que define bem o leviano: "Assim é o homem que engana o seu
próximo, e diz: Fiz isso por brincadeira". (Pv. 26:19)
5. O namoro deixa de ser importante quando é indisciplinado. (Pv 5:12) Jovens
disciplinados sabem a hora de chegar e de sair, evitam lugares solitários e
propícios para os excessos etc. A indisciplina de alguns tem sido a causa do
fracasso do relacionamento.

6. O namoro deixa de ser importante quando é imoral. O que Paulo disse a
Timóteo, serve para todos os jovens que desejam agradar a Deus também no
namoro. "Fuja de qualquer coisa que lhe provoque os pensamentos malignos que
os rapazes muitas vezes têm, mas aproxime-se de qualquer coisa que o leve a
querer fazer o bem. Tenha fé e amor, e sinta prazer na companhia daqueles que
amam o Senhor e têm coração puro". (2 Tm 2:22 BLH) Lembre-se que toda
infiltração da impureza no namoro começa com o aconchego excessivo. (Pv 6:27;
EZ 23:3; Os 2:2; 1 Ts 4:1-8)

Uma lista de idéias práticas que pode ajudar os jovens na escolha.
Toda escolha importante na vida, é sempre muito difícil, isso porque se
errarmos os prejuízos podem ser irreparáveis. Uma das escolhas mais importante
na vida de um jovem, é a do futuro cônjuge. O pastor Davi Merkh desenvolveu
uma lista de idéias práticas que pode auxiliar todos aqueles que desejam
começar um relacionamento debaixo da bênção de Deus:
1. Fazer uma lista das qualidades desejáveis no futuro cônjuge. Essa lista
deve ser dividida em duas partes: a) qualidades essenciais e b) qualidades
desejadas (opcionais).

2. Estabelecer um "pacto de namoro". O ideal é que seja um acordo entre pais e
filhos, mas isso não significa que o jovem não pode firmar uma "aliança" entre
ele e Deus só. O pacto deve incluir padrões de namoro, traçar o tipo de
envolvimento esperado entre qualquer namorado e os pais, e como o
relacionamento deve caminhar em direção ao casamento.

3. Permitir que os pais sejam os "guardiões" do seu coração. Provérbios 4:23 e
23:26 falam da importância do coração, e da necessidade de guardá-lo puro.
Deus constituiu os pais como protetores do coração de seus filhos. Parte
fundamental desta "vigia" do coração dos filhos pelos pais, inclui o exemplo
de pureza moral dos pais, especialmente nos hábitos de entretenimento (filmes,
programas de TV, revistas, Internet etc.). As ações dos pais falam mais alto
que suas palavras.

4.Confiar na opinião da sua família e amigos chegados. Provérbios nos lembra
de que há segurança na multidão de conselheiros sábios-pessoas que nos
conhecem, mas também conhecem a Deus (Pv 11:14, 15:22, 24:6). Infelizmente
muitos jovens ignoram o conselho de seus amigos, irmãos e irmãs-justamente as
pessoas que melhor os conhecem. Tragédias no casamento são o resultado
freqüente da indiferença em relação aos conselhos poderiam ajudar.
5. Procurar o acompanhamento de um casal mais maduro.

6. Procurar um "estágio" dos "interessados". O "estágio" nada mais é do que
tempo investido por cada pessoa (de preferência, depois do noivado) na casa do
outro. O propósito é de conhecer tão de perto quanto possível os gostos, as
tradições, os maneirismos em resumo saber qual a cultura dessa outra família.
7. Fazer um aconselhamento pré-nupcial.


O NOIVADO
O noivado é um passo que só deve ser dado quando os dois já estiverem
plenamente convictos de que estão no centro da vontade de Deus, a data do
casamento programada e os dois já conhecem o caráter, a personalidade, os
ideais um do outro. O noivado não deve ser um período no qual o casal se sente
tão seguro, ao ponto de extrapolarem os limites cometendo o pecado de
fornicação. Estar noivos, não significa que já pertencem um ao outro como
marido e mulher, ainda há um tempo de espera a ser respeitado para não ofuscar
a beleza da união do casal em Cristo Jesus. O período do noivado, deve servir
para a preparação de tudo aquilo que tem a ver com o inicio da caminhada
conjugal, isso vai desde o curso pré-matrimonial, a compra do vestido da noiva
e da roupa do noivo, passando pela cerimônia, festa, viagem de lua de mel,
casa, mobília, igreja onde vão congregar, isto é, quando não congregam na
mesma igreja etc. Lembre-se, uma viagem improvisada é sempre muito arriscada,
a sabedoria e a prudência nos ensinam, que, quanto mais longa a viagem, melhor
e maior deve ser a preparação, pois são muitos os imprevistos a serem
enfrentados. O casamento é uma viagem que foi programada por Deus para durar a
vida inteira, (Mt 19:6) eis a razão porque o casal deve se preparar muito bem.
Não é interessante que o noivado seja muito longo, é preciso usar o bom senso,
se os dois estão certos da vontade de Deus e se sentem maduros e preparados
para o casamento, não tem porque protelar.

O CASAMENTO
Compreendendo o vínculo conjugal através de algumas definições.
Ao ser interrogado pelos fariseus sobre o divórcio, Jesus respondeu: "Não
tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, E disse:
Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois
numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus
ajuntou não o separe o homem". (Mt 19:4-6)

1. Casamento é uma relação afetiva e sexual estável entre um homem e uma
mulher de grande importância psicológica e social que foi projetada por Deus,
é uma das mais antigas da humanidade que sofreu sem dúvida algumas mudanças ou
adaptações ao longo da história, conservando porém a sua essência.
2. Casamento é a união voluntária entre duas pessoas de sexos opostos, sob um
mesmo teto, com o fim de partilhar a vida em todos os seus aspectos. Do ponto
de vista jurídico, é o contrato livremente firmado por um homem e uma mulher,
pelo qual se assegura a opção por uma vida em comum e pela repartição
recíproca dos bens.
3. Casamento é um pacto sagrado, legal, público, social e monogâmico.
4. Casamento é uma escola onde os dois se matriculam para aprender a ser o que
na maioria das vezes nunca foram - marido e esposa.
5. Casamento é um contrato social entre duas pessoas dispostas a servir.
Costumo dizer em minhas palestras para casais que: "Quem não serve, não serve
para ser marido ou esposa".
6. Casamento é a construção de uma nova cultura a partir de duas já
existentes. Isto porque os dois trazem das famílias de origem uma herança da
cultura familiar.

Concluindo, o namoro é a porta de entrada em direção ao casamento, e quando
todo o processo é dirigido por Deus, terá a garantia da sua presença que dará
ao casal a certeza de uma vida debaixo das suas bênçãos. Nas próximas lições
estaremos estudando sobre os aspectos fundamentais para a vida de casal e de
família.

Autor(a): Pr. Josué Gonçalves